A feira livre é considerada um dos locais mais tradicionais de comercialização de alimentos a varejo, sendo uma forma de comércio móvel, com circulação dentro das áreas urbanas. Entretanto, é motivo de preocupação e cautelas freqüentes, em virtude de suas deficiências higiênico-sanitárias. Deve-se considerar ainda que nas feiras livres, os alimentos de origem animal e seus produtos derivados, ficam expostos sob condições insalubres, sujeitos às ações diretas dos microrganismos patogênicos ou não, provenientes da contaminação do ambiente e poluição ambiental, como também de insetos, quando não estão adequadamente acondicionados ou embalados.
Segue abaixo algumas inadequações que podem colocar em risco a saúde da população presentes nas feiras livres:
· Más condições de higiene dos equipamentos;
· Ausência de hábitos de higiênico por parte dos feirantes;
· Falta de estrutura adequada das barracas;
· Comercialização de produtos de forma insalubre;
· Ausência de homogeneidade entre as barracas, convivendo lado a lado aquelas com condições adequadas e as inadequadas;
· Presença de insetos e de animais de pequeno porte com circulação livre;
· Inadequação da temperatura de conservação dos alimentos;
· Entre outras.
O controle sanitário de alimentos, através dos órgãos oficiais, tem por objetivo resguardar, proteger e promover a saúde pública, evitando a ocorrência de doenças, fraudes, impedindo a venda de alimentos deteriorados, adulterados, impropriamente preservados ou sem a clara apresentação.
As feiras livres devem seguir normas para que haja uma segurança maior quando esse alimento for exposto ao consumidor, dessa forma essas normas garantem a qualidade do alimento.
Para melhorar as condições higiênico-sanitária nas feiras livres, sugere-se a adoção de medidas educativas para que haja um aperfeiçoamento dos manipuladores a fim de garantir a qualidade e a saúde pública, como também a minimizar os erros e riscos identificados.
Muitas cidades já estão dando início a “projetos de modernização e revitalização das feiras livres” com o intuito de preservar a segurança alimentar da população.
Fonte:
Ø HANASHIRO, A.; MORITA, M.; TORRES, E. A. F. S.; MATTÉ, M. H. 2002. Qualidade Higiênico-Sanitária de Alimentos de Rua-Populares Versus Orientais- Comercializados em São Paulo.
Ø MALLON C.; BORTOLOZO, E.A.F.Q. Alimentos Comercializados por Ambulantes: Uma Questão de Segurança Alimentar. Publ. UEPG Ci. Biol. Saúde, Ponta Grossa, v.10 n.3/4, p.65-76, 2004.
Ø SILVA JÚNIOR, EA. Manual de Controle Higiênico-Sanitário em Alimentos. 4a. ed. São Paulo: Livraria Varela; 2001