Continuando nossa prosa sobre cachaça, quero falar um pouco
mais sobre o processo do envelhecimento. O envelhecimento em madeiras dá uma
coloração amarela, mais clara ou mais escura, dependendo do tipo utilizado.
Existe o envelhecimento “forçado”, feito por circulação no barril, ou por
gravidade: em apenas alguns dias, o resultado assemelha-se a alguns anos de
envelhecimento. Esse processo está longe do ideal, justamente por forçar a
natureza e impedir a decantação, que deixa as impurezas no fundo do barril.
Carvalho, amburana, araucária, castanheira-do-pará, cedro, louro-freijó, bálsamo, vinhático, araribá, jequitibá e peroba-do-campo são as madeiras de melhores características para o envelhecimento em barris ou tonéis, que devem ser bem acomodados em locais afastados de luz, vento ou calor. Falo aqui dos tipos mais usados de madeira e seus efeitos no armazenamento da cachaça.
Carvalho – Envelhece a bebida reduzindo sua acidez, deixando sabor e perfumes característicos (lembram baunilha), além de tornar amarelada a cor do líquido.
Amburana, também conhecida por umburana ou imburana – Assim como o carvalho, envelhece a bebida, ao mesmo tempo em que diminui sua acidez, deixando-a com aroma e sabor levemente adocicados, além da cor amarelada.
Bálsamo – Imprime cor dourada, e dá gosto e aroma marcantes.
Castanheira-do-Pará – Torna a cachaça mais suave, deixando sua cor levemente bronzeada, com aroma e sabor característicos do fruto.
Jequitibá-Rosa – Reduz a acidez da aguardente, preservando o aroma e sabor originais. Até mesmo a cor é mantida quase original, bem clara.
Araucária – A que melhor preserva a cor, o aroma e o sabor originais da bebida.
Amanhã, tem mais.
Não existem comentários para este post ainda. Seja o primeiro a comentar!