Nesta semana, falarei um pouco sobre uma de minhas grandes paixões, a cachaça. Como o ‘Embaixador da Cachaça no Brasil’, sei que tenho muito a dizer sobre o verdadeiro destilado brasileiro, então vou começar explicando sobre o envelhecimento. Cachaça branca, amarela, dourada, ácida, levemente adocicada... Existem cachaças para todos os gostos. Afinal, é uma bebida apreciada por homens e mulheres de vários níveis culturais e de regiões distintas. A cor, o sabor e o aroma formam a identidade da aguardente, e esses fatores se alteram a partir da madeira em que é envelhecida.
Toda boa cachaça deve ser envelhecida em até 18 meses. Não é necessário prazo superior, ao contrário do que se acredita, já que tudo o que pode se desprender da aguardente ocorre em no máximo um ano e meio.
Até para se manter branca, a cachaça precisa passar por envelhecimento. Nesse caso, pode-se adicionar, no processo, glicose de milho neutra – que não adoça e nem altera a cor – e armazená-la em tonéis neutros, de inox ou araucária.
Amanhã, falarei sobre as madeiras que são usadas no envelhecimento da cachaça.
Na foto, Delfino Golfeto, o 'Embaixador da Cachaça no Brasil'